domingo, 3 de abril de 2011

Ator John Herbert

John Herbert Buckup




Nasceu em São Paulo, 17 de maio de 1929 Faleceu em São Paulo, 26 de janeiro de 2011 Foi um ator, diretor e produtor brasileiro. Em alguns trabalhos, foi creditado como Johnny Herbert.


Biografia


Descendente de alemães tanto pelo lado materno como pelo paterno, Herbert chegou a se formar em Direito e trabalhar no Departamento de Patentes de uma grande empresa mas, após seis meses, desistiu e voltou para a carreira de ator. Foi casado com a atriz Eva Wilma de 1955 a 1976, e ambos são pais da também atriz Vivian Buckup. Com Eva Wilma fez grande sucesso na televisão brasileira nos anos 1950 e 60, com o seriado Alô Doçura. Outros personagens marcaram a carreira do ator na TV em novelas e minisséries da Rede Globo e TV Tupi como em O Machão, O Profeta, Plumas e Paetês, Vereda Tropical, Que Rei Sou Eu?, Perigosas Peruas, A Viagem, O Quinto dos Infernos, Cabocla e Sinhá Moça tendo como um de seus últimos trabalhos o seriado Faça sua História ao lado de Vladimir Brichta e Paulo Ascenção. No cinema foram mais de 60 filmes contracenando com atores como Oscarito, Paulo Autran, Grande Otelo, Jardel Filho e Cacilda Becker. Herbert, que sofria de enfisema pulmonar, morreu em São Paulo no dia 26 de janeiro de 2011, aos 81 anos.


Carreira Televisão Atuação Telenovelas

2008 - Três Irmãs.... Excelência Gutierrez 2007 - Sete Pecados.... Schmidt 2007 - O Profeta.... Rodrigo César 2006 - Sinhá Moça.... Viriato 2005 - Malhação.... Horácio 2004 - Cabocla.... Vigário Gabriel 2004 - Um Só Coração.... ele mesmo 2002 - Esperança.... Jonathan 2000 - Uga-Uga.... Veludo Herrera 1999 - Tiro e Queda.... Raul 1998 - Serras Azuis (Bandeirantes).... Faria 1997 - Por Amor.... Durval 1995/96 - Malhação.... Nabuco 1994 - A Viagem.... Agenor 1993 - O Mapa da Mina.... Wagner Amaral 1992 - Perigosas Peruas.... Cervantes 1991 - O Dono do Mundo.... Hernandez 1990 - Lua Cheia de Amor.... Urbano 1989 - Cortina de Vidro (SBT).... Felipe 1989 - Que Rei Sou Eu?.... Bidet Lambert 1986 - Mania de Querer.... Jonas 1984 - Caso Verdade, Esperança.... Artur 1984 - Vereda Tropical.... Vilela 1982 - O Homem Proibido.... Alberto 1982 - Campeão.... Nóbrega 1982 - Os Imigrantes - Terceira Geração (Bandeirantes).... Ramon 1982 - O Pátio das Donzelas 1980 - Plumas e Paetês.... Márcio 1980 - Água-Viva.... Jaime 1979 - Gaivotas.... Henrique 1978 - Aritana.... Danilo 1977 - O Profeta.... Heitor 1976 - Sossega Leão 1975 - O Sheik de Ipanema.... Dino 1974 - O Machão.... Mário Maluco 1973 - Divinas & Maravilhosas.... Hélio 1972 - A Revolta dos Anjos 1969 - As Confissões de Penélope 1967 - Sublime Amor.... Eduardo 1965 - Ana Maria, Meu Amor 1965 - Fatalidade 1965 - Comédia Carioca 1964 - Prisioneiro de um Sonho.... Rodrigo 1957 - O Pequeno Lorde.... Capitão Cedric


Minisséries


2002 - O Quinto dos Infernos.... Lobato 1999 - Chiquinha Gonzaga.... Peixoto 1986 - Anos Dourados.... coronel 1982 - Quem Ama Não Mata.... Martinho


Seriados


2000 - Sai de Baixo(episódio A Noite do Bacalhau) .... Eurico 2008 - Casos e Acasos.... padre 2008 - Faça sua História.... Mariozinho 1954 - Alô, Doçura! Direção 1989 - Cortina de Vidro (SBT).... Filipe Cinema Atuação 1998 - Drama Urbano 1998 - A Hora Mágica 1991 - Per Sempre 1987 - A Menina do Lado 1986 - As Sete Vampiras 1985 - Made in Brazil.... episódio "Um Milagre Brasileiro" 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez 1984 - Jeitosa, um Assunto Muito Particular 1982 - Retrato Falado de uma Mulher Sem Pudor 1982 - Deu Veado na Cabeça 1982 - As Aventuras de Mário Fofoca 1982 - Amor de Perversão 1982 - Tessa, a Gata 1981 - O Torturador 1980 - O Inseto do Amor 1980 - Bacanal 1980 - Ariella 1980 - O Gosto do Pecado 1979 - O Caçador de Esmeraldas 1978 - Meus Homens, Meus Amores 1978 - A Santa Donzela 1976 - O Quarto da Viúva 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente 1975 - Cada um Dá o que Tem 1975 - O Sexo Mora ao Lado 1974 - Delícias da Vida 1973 - Nem Santa, nem Donzela 1973 - A Super Fêmea 1971 - O Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil 1970 - Em Cada Coração, um Punhal.... episódios "Transplante de Mãe" e "O Filho da Televisão" 1970 - A Guerra dos Pelados 1970 - A Arte de Amar Bem.... episódio "A Garçonière de meu Marido" 1970 - O Palácio dos Anjos 1970 - Cleo e Daniel 1969 - Helga und die Männer - Die Sexuelle Revolution 1969 - Corisco, o Diabo Loiro 1969 - O Cangaceiro Sanguinário 1968 - Bebel, Garota Propaganda 1967 - O Caso dos Irmãos Naves 1966 - As Cariocas 1966 - Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera 1964 - Der Satan mit den Roten Haaren 1963 - Gimba, Presidente dos Valentes 1962 - Copacabana Palace 1962 - Assassinato em Copacabana 1961 - Por um Céu de Liberdade 1961 - Girl in Room 13 1959 - Maria 38 1958 - E o Espetáculo Continua 1958 - Alegria de Viver 1958 - A Grande Vedete 1957 - Love Slaves of the Amazons 1957 - Dioguinho 1957 - Rio Fantasia 1954 - Floradas na Serra 1954 - O Petróleo é Nosso 1954 - Candinho 1954 - Matar ou Correr 1954 - A Outra Face do Homem 1953 - Uma Pulga na Balança Direção 1985 - Os Bons Tempos Voltaram: Vamos Gozar Outra Vez 1982 - Tessa, a Gata 1980 - Ariella 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente.... episódio "O Noivo" 1975 - Cada um Dá o que Tem.... episódio "Cartão de Crédito" Produção 1976 - Já Não se Faz Amor Como Antigamente 1975 - Cada um Dá o que Tem 1968 - Anuska, Manequim e Mulher 1966 - Toda Donzela Tem um Pai que É uma Fera


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Herbert

Ator Gianfrancesco Guarnieri

Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi de Guarnieri




Nasceu em Milão, 6 de agosto de 1934 Faleceu em São Paulo, 22 de julho de 2006 Foi um importante ator, diretor, dramaturgo e poeta ítalo-brasileiro, foi um artista de destaque no Teatro de Arena de São Paulo e sua mais importante obra foi Eles Não Usam Black-Tie. Por conta do fascismo que tomava conta da Itália, seus pais, o maestro Edoardo Guarnieri e a harpista Elsa Martinenghi, decidiram vir para o Brasil em 1936 e se estabeleceram no Rio de Janeiro. No dia 2 de junho de 2006 gravava no Teatro Oficina a telenovela Belíssima, da Rede Globo, em que interpretava o personagem Pepe, e sentiu-se mal, tendo sido internado no Hospital Sírio-Libanês, onde veio a falecer de insuficiência renal crônica, cinquenta dias depois, no dia 22 de julho. Foi enterrado no cemitério Jardim da Serra em cerimônia particular na cidade de Mairiporã onde morava. Biografia No início dos anos 1950 a família se mudou para São Paulo. Líder estudantil desde a adolescência, Guarnieri começou a fazer teatro amador com Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha) e um grupo de estudantes de São Paulo, e em 1955 criaram o Teatro Paulista do Estudante, com orientação de Ruggero Jacobbi. No ano seguinte, o TPE uniu-se ao Teatro de Arena, fundado e dirigido por José Renato. TeatroSua peça de estreia, como dramaturgo, foi Eles Não Usam Black-Tie, encenada em 1958 pelo Teatro de Arena. A direção foi de José Renato e o elenco contou com grandes talentos que começavam a despontar no teatro brasileiro, como o próprio Guarnieri (no papel de Tião), com a estreia profissional de Lelia Abramo (Romana), Miriam Mehler (Maria), Flavio Migliaccio (Chiquinho), Eugênio Kusnet, (Otávio), Francisco de Assis (Jesuíno), Henrique César (João), Celeste Lima (Teresinha), Riva Nimtz (Dalva) e Milton Gonçalves (Bráulio). Programada para encerrar o trabalho do grupo, que vivia uma crise financeira, alcançou sucesso imenso, sendo um dos marcos da renovação do teatro brasileiro da época. A peça, o autor e o elenco foram premiados pelo então governador de São Paulo, Jânio Quadros, e o Arena foi salvo da crise financeira que há tempos assolava o grupo. Paralelamente, o diretor Roberto Santos dava o pontapé inicial no Cinema Novo com o filme O Grande Momento, protagonizado por Guarnieri e Miriam Pérsia, um clássico do nosso cinema. Atento a isso, o diretor Sandro Polloni encomendou uma peça a Guarnieri para ser encenada pela companhia de Maria Della Costa, esposa de Sandro e de cuja companhia teatral ele era o diretor. Guarnieri saiu do Arena por um tempo para poder realizar esse trabalho com Maria Della Costa e em 1959 veio à luz Gimba, Presidente dos Valentes. Era o primeiro trabalho de Guarnieri em palco italiano e a direção ficou a cargo de Flávio Rangel. Levava à cena de maneira pioneira a realidade dos morros cariocas, em forma de musical, inspirando-se em parte na sua própria experiência de vida. A encenação foi espetacular e a peça passou os meses seguintes excursionando pela Europa, sendo apresentada no Festival das Nações, na França. A Semente estreou em 1961 no TBC e também contou com a direção de Flávio Rangel. A peça, de cunho abertamente político e inteiramente fora dos padrões do TBC, abordava de forma contundente a militância comunista, criticando tanto os métodos da direita quanto da esquerda. Embora contasse com atores consagrados (como Leonardo Villar, Cleyde Yáconis, Stênio Garcia e Natália Timberg, além do próprio Guarnieri, entre outros), fosse uma montagem grandiosa e contasse com o aval da crítica, a peça teve problemas homéricos com a censura, o que acabou esfriando o interesse dos frequentadores do então chamado "Templo Burguês do Teatro Paulista" e a peça saiu rapidamente de cartaz. Nesse mesmo ano, ainda no TBC, Guarnieri participou de duas montagens de Flávio Rangel: Almas Mortas, de Gogol e a primeira montagem de A Escada, de Jorge Andrade. Em 1962 ele volta para o Arena, não só como ator e autor, mas como sócio proprietário. José Renato se alternava entre vários trabalhos no Rio e em São Paulo, e o Teatro de Arena acabou se tornando uma sociedade entre Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José, Juca de Oliveira e o cenógrafo Flávio Império. Juntos, eles participaram de várias peças nessa nova fase, como A Mandrágora, de Maquiavel (1962) e O Melhor Juiz, o Rei, de Lope de La Vega (1963). O Filho do Cão, de 1964, primeiro texto de Guarnieri desde A Semente, tratava da questão do misticismo religioso e da reforma agrária já em um turbulento contexto político (ano do Golpe Militar). A partir desse momento, sua carreira, como a de todos os intelectuais ideologicamente filiados à esquerda, passou por momentos difíceis. Opta então por utilizar uma linguagem metafórica e alegórica que tomaria corpo em montagens como os musicais Arena conta Zumbi, tendo como destaque a música Upa Neguinho com parceria de Edu Lobo e Arena conta Tiradentes, feitos em parceria com Augusto Boal. Na década seguinte daria prosseguimento a esse estilo em peças como Castro Alves Pede Passagem 1971 e principalmente Um Grito Parado no Ar (1973) (que encenava as dificuldades da classe artística naquele período) e Ponto de Partida (1976) (onde utilizava uma vila da Idade Média como pano de fundo para focalizar a repressão a partir da morte do jornalista Vladimir Herzog), pontos capitais do teatro brasileiro nos anos 70. Na década de 80, sua carreira como autor de teatro se tornaria cada vez mais esparsa, lançando poucos textos. Em 1988 escreveu Pegando Fogo Lá Fora; em 1995 viria A Canastra de Macário, que é o momento em que sua saúde lhe dá o primeiro susto, com um aneurisma na aorta. Em 1998 escreve com o filho Cláudio a peça Anjo na Contramão e sua última peça foi A Luta Secreta de Maria da Encarnação, realizada em 2001. Subiu num palco pela última vez no dia 15 de agosto de 2005 (no mesmo Teatro Maria Della Costa onde 46 anos antes apresentara a peça "Gimba"). Fez o papel de Marcelo Belluomo na gravação da peça "Você tem medo do ridículo, Clark Gable?", de Analy Alvarez, com direção de Roberto Lage, para o programa Senta que lá vem comédia da TV Cultura. O programa contou com a participação das atrizes Arlete Montenegro, Sônia Guedes,André Latorre, Neuza Velasco e o ator Luiz Serra, e foi ao ar no dia 24 de setembro do mesmo ano. Escreveu, em 1960, o libreto da ópera Um Homem Só, de Camargo Guarnieri. Foi parceiro musical de compositores como Adoniran Barbosa, Carlos Lyra, Edu Lobo, Toquinho e Sérgio Ricardo. TelevisãoA partir do final dos anos 50, passou a conciliar sua bem-sucedida atividade no Teatro com uma presença cada vez maior na televisão e no cinema. Virou, assim, um dos nossos melhores e mais populares atores. Em TV, atuou em novelas como A Muralha (1968) e Mulheres de Areia (1973-74), ambas de Ivani Ribeiro, Éramos Seis (1977), Jogo da Vida (1981-82), Cambalacho (1986), Rainha da Sucata 1990 e A Próxima Vítima (1995), todas de Sílvio de Abreu, Sol de Verão (1982-83), de Manoel Carlos, Vereda Tropical (1984-85), de Carlos Lombardi, Mandala (1987-88), de Dias Gomes e Que Rei Sou Eu? 1989, de Cassiano Gabus Mendes, além de minisséries como Anos Rebeldes 1992, de Gilberto Braga e Incidente em Antares 1994, de Nelson Nadotti e Charles Peixoto, baseada no livro homônimo de Érico Veríssimo. O público mais jovem provavelmente o reconhece pelo papel do carinhoso e divertido avô Orlando Silva da série juvenil Mundo da Lua (1991-92), escrita por Flávio de Souza. CinemaNo cinema, além de protagonizar O Grande Momento, também participou de filmes como O jogo da vida 1976, de Maurice Capovilla, Gaijin – os caminhos da liberdade 1980, de Tizuka Yamasaki, Eles Não Usam Black-Tie 1981, de Leon Hirszman (versão para sua peça em que dessa vez interpretou o pai sindicalista), filme que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza, A próxima vítima 1983, de João Batista de Andrade, Beijo 2348/72 1990, de Walter Rogério e O quatrilho 1995, de Fábio Barreto. Seu último filme foi Contos de Lygia, de 98, em que contracenou com Natália Thimberg sob direção de Del Rangel. FamíliaGuarnieri casou-se pela primeira vez em 1956 com a jornalista Cecília Thompson, com quem teve dois filhos, Paulo e Flávio Guarnieri, ambos também atores. Com sua companheira dos últimos 40 anos Vanya Sant'Anna, teve mais três filhos, Cláudio (Cacau), Mariana (que também seguiram carreira teatral) e Fernando Henrique. PolíticaFoi Secretário da Cultura da cidade de São Paulo entre 1984 e 1986, durante o governo de Mário Covas. Nessa oportunidade procurou valorizar as ações comunitárias. Carreira Televisão Telenovelas 2006 - Belíssima .... Pepe 2004 - Metamorphoses (Record) .... Dr. Eugênio 2002 - Esperança .... Pellegrini 2000 - Vidas Cruzadas (Record) .... Policarpo 1999 - Terra Nostra .... Giulio Splendore 1998 - Meu Pé de Laranja Lima (Bandeirantes) .... Manoel 1998 - Serras Azuis (Bandeirantes) .... Dr. Gross 1997 - Canoa do Bagre (Record) .... Juarez 1996 - Razão de Viver (SBT) .... Alcides 1995 - A Próxima Vítima .... Eliseu Giardini 1994 - Incidente em Antares .... Pudim de Cachaça 1993 - O Mapa da Mina .... Vicente Rocha 1992 - Anos Rebeldes .... Dr. Salviano 1991 - Mundo da Lua (Cultura) .... Vô Orlando 1990 - Rainha da Sucata .... Saldanha 1989 - Cortina de Vidro (SBT) .... Artur 1989 - Que Rei Sou Eu? .... Rei Petrus II 1987 - Mandala .... Túlio Silveira 1987 - Helena (Manchete) .... Wálter Scott 1986 - Cambalacho .... Jejê (Jerônimo Machado) 1984 - Vereda Tropical .... Jamil 1983 - Sabor de Mel (Bandeirantes) .... Pedro 1982 - Sol de Verão .... Caetano 1981 - Jogo da Vida .... Manoel Vieira de Souza 1981 - Rosa Baiana (Bandeirantes) .... Agenor 1978 - Roda de Fogo (Tupi) 1977 - Éramos Seis (Tupi) .... Júlio 1974 - Os Inocentes (Tupi) .... Chico 1973 - Mulheres de Areia (Tupi) .... Tonho da Lua 1972 - Camomila e Bem-Me-Quer (Tupi) .... Olegário 1972 - Signo da Esperança (Tupi) .... Emílio 1971 - Nossa Filha Gabriela (Tupi) .... Giuliano 1970 - Meu Pé de Laranja Lima (Tupi) .... Ariovaldo 1969 - Dez Vidas (Excelsior) .... Tomás Antônio Gonzaga, o Dirceu 1969 - Os Estranhos (Excelsior) .... Bernardo 1968 - A Muralha (Excelsior) .... Leonel 1968 - O Terceiro Pecado (Excelsior) .... Professor Alexandre 1967 - A Hora Marcada (Tupi) .... André 1967 - O Tempo e o Vento (Excelsior) .... Padre Alonso Cinema 1998 - Contos de Lygia 1995 - O Quatrilho 1990 - Beijo 2348/72 1983 - A Próxima Vítima 1981 - Eles Não Usam Black-Tie 1980 - Asa Branca - Um Sonho Brasileiro 1980 - Gaijin – Os Caminhos da Liberdade 1976 - O Jogo da Vida 1958 - O Grande Momento FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gianfrancesco_Guarnieri

Ator Carlos Zara

Antônio Carlos Zarattini




Mais conhecido como Carlos Zara

Nascido em Campinas, 14 de fevereiro de 1930

Faleceu em São Paulo, 11 de dezembro de 2002)

Foi um ator e diretor brasileiro.


Chegou a estudar piano por oito anos, formou-se em engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, mas foi nos palcos que achou seu caminho, tanto que enquanto estudava engenharia ele fez parte do Grupo de Teatro da Poli. Estreou no teatro com a peça "Cama para três". Depois da estreia nos palcos, Zara foi parar nos estúdios da TV Record, em 1956. Em 1959 participou do teleteatro da TV Tupi. Um ano depois, a convite da Record, aceitou o desafio de encenar e dirigir clássicos da literatura no Grande Teatro Record.


Em 1963 foi chamado para fazer parte do elenco da TV Excelsior. E nesta emissora que, em 1967, fez um de seus papéis mais marcantes: o Capitão Rodrigo, personagem da adaptação para a TV do romance O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo. Atuou em mais de 30 novelas e minisséries, 26 peças teatrais e quatro filmes, entre eles Pra Frente, Brasil (1981) e Lamarca (1994). Na Rede Globo atuou em Pai Herói, Baila Comigo, Elas por Elas, Direito de Amar, Sassaricando, Lua Cheia de Amor, Anos Rebeldes, Mulheres de Areia, Pátria Minha e Cara e Coroa, entre outras.


Talvez seu trabalho mais marcante na emissora carioca tenha sido o seu primeiro, em Pai Herói, de Janete Clair, onde viveu o mau-caráter César Reis, que tiranizava a esposa Carina (Elizabeth Savalla) e que era o principal antagonista de André (Tony Ramos). Seu último trabalho na TV foi ao lado de sua mulher e também atriz Eva Wilma - com quem foi casado por 23 anos - no seriado Mulher (1998/99). Os dois se conheceram nos bastidores da TV Tupi, na década de 1970.


Morreu aos 72 anos de idade, em decorrência de falência múltipla de órgãos e insuficiência respiratória provocadas por um câncer de esôfago, após passar cinco dias internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


Ele estava sob os cuidados dos médicos Drauzio Varella e Wagner Ibraim Pereira. O câncer, descoberto em agosto de 2001, estava sendo tratado com sessões de radioterapia e quimioterapia. Carreira

Na televisão

Como ator

1998 - Mulher .... Otávio

1995 - Cara e Coroa .... Antenor

1994 - Pátria Minha .... Evandro Aboim

1994 - A Madona de Cedro .... Juvenal

1993 - Mulheres de Areia .... Zé Pedro

1992 - Anos Rebeldes .... Queiroz

1990 - Lua Cheia de Amor .... Jordão

1990 - Gente Fina .... Frederico

1988 - Vida Nova .... Antônio Sapateiro

1987 - Sassaricando .... Ricardo

1987 - Direito de Amar .... Dr. Jorge Ramos

1984 - Caso Verdade, Esperança .... Julião Zuzarte

1983 - Champagne .... Sherman

1982 - Elas por Elas .... Jaime

1981 - Baila Comigo .... Caio Fernandes

1980 - Marina .... Estevão

1979 - Pai Herói .... César

1976 - O Julgamento .... Dimas

1975 - Um Dia, o Amor .... Ricardo

1974 - A Barba Azul .... Fábio

1973 - Mulheres de Areia .... Marcos Assunção

1971 - Nossa Filha Gabriela .... Tito

1970 - O Meu Pé de Laranja Lima .... Raul

1970 - Simplesmente Maria

1970 - As Bruxas .... Vítor

1969 - Dez Vidas .... Tiradentes

1969 - Os Estranhos .... Horácio Galvão

1969 - Sangue do Meu Sangue

1968 - Os Diabólicos .... Renato

1968 - A Muralha

1968 - Legião dos Esquecidos .... Raul

1968 - O Direito dos Filhos .... Paulo

1967 - O Tempo e o Vento .... Capitão Rodrigo Cambará

1967 - Os Fantoches

1966 - As Minas de Prata .... padre Molina

1965 - Em Busca da Felicidade

1965 - Vidas Cruzadas .... Henrique Varela

1965 - Onde Nasce a Ilusão .... Rodrigo

1964 - Folhas ao Vento

1963 - Corações em Conflito

1963 - Aqueles que Dizem Amar-se

1960 - Folhas ao Vento

Participações especiais

1997 - Por Amor .... juiz

1983 - Champagne .... anfitrião da festa no primeiro capítulo

1983 - Guerra dos Sexos .... Vitório Leone

1980 - Plumas e Paetês .... Caio (homem que conhece o passado de Marcela)


No cinema


1994 - Lamarca .... militar

1983 - Pra Frente, Brasil

1958 - Crepúsculo de Ódios

1957 - O Pão que o Diabo Amassou

1956 - Quem Matou Anabela?

Como diretor

O Amor É Nosso - 1981

Um Dia, O Amor- 1975

A Barba Azul - 1974

Camomila e Bem-Me-Quer - 1972

Signo da Esperança - 1972

Nossa Filha Gabriela - 1971

O Meu Pé de Laranja Lima - 1970

Onde Nasce a Ilusão - 1965


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Zara

sábado, 26 de março de 2011

Fênix

A fênix ou fénix (em grego ϕοῖνιξ)




É um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fénix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fénix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do Deus Rá, ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.

Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.

De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípicia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.

Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fénix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
Para os gregos, a fénix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fénix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a estrela "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.Roxo, Azul, Vermelha, Branco e Dourado.
No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porquê o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressureição da ave mítica das cinzas.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%AAnix

Pedra filosofal

A Pedra Filosofal (Lapis Philosophorum)




Era o principal objetivo dos alquimistas. Segundo a lenda, era um objeto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida[1] que permitiria prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a pedra filosofal era chamado pelos alquimistas de "A Grande Obra" (ou "Opus Magna", em latim). A lenda da pedra filosofal não existe na alquimia chinesa.

A pedra filosofal poderia não só efetuar a transmutação, mas também elaborar o Elixir da Longa Vida, uma panaceia universal, que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna medicina, e dentre eles destaca-se Paracelso.

A busca por esta pedra filosofal é, em certo sentido, semelhante a busca pelo Santo Graal das lendas arturianas. Em seu romance Parsifal, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes inimagináveis.

Ao longo da história a criação da pedra filosofal foi atribuída a várias personalidades, como Paracelsus e Fulcanelli, porém é inegável que a lenda mais famosa refere-se a Nicolas Flamel, um alquimista real que viveu no século XIV. Segundo o mito, Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos. Porém, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de cabala e alquimia, possuindo a fórmula para a pedra filosofal. Por meio deste livro, conseguiu fabricar a pedra: segundo a lenda, esta seria a razão da riqueza de Flamel, que inclusive fez várias obras de caridade, adornando-as com símbolos alquímicos. Ao falecer, a casa de Flamel foi saqueada por caçadores de tesouros ávidos por encontrar a pedra filosofal. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e sua esposa, não morreram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas no lugar de seus corpos.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedra_filosofal

segunda-feira, 14 de março de 2011

Chernobyl

Chernobil, Chernobyl ou Chornobyl





Pronuncia-se em português: Tchernobil: em ucraniano Чорнобиль é uma cidade-fantasma localizada no norte da Ucrânia, perto da fronteira com a Bielorrússia. O nome da localidade significa "Absinto".

Em meados da década de 70, foi construída pela União Soviética uma central nuclear no noroeste da cidade, no distrito de Raion. Entretanto, Chernobyl não era a residência dos trabalhadores da usina. Quando a usina estava em construção, Pripyat, uma cidade maior e mais perto da usina, foi planejada e construída como residência para os trabalhadores.

Em 26 de Abril de 1986 ocorreu o acidente nuclear de Chernobyl. Um reator da central de Chernobyl explodiu e liberou uma imensa nuvem radioativa contaminando pessoas, animais e o meio ambiente de uma vasta extensão do tamanho de Guadalupe na Africa. Ironicamente, o acidente se deu durante o teste de um mecanismo de segurança que garantiria a produção de energia em caso de acidentes. A explosão ocorreu quando o sistema era testado em um dos blocos da usina, provavelmente devido à instabilidade do reator provocada por uma combinação de erros humanos na sua operação e sua construção estar incompleta à época.

Como ocorreu o acidenteVer artigo principal: Acidente nuclear de Chernobil



No início da madrugada do dia 26, às 1:23 horas, aproveitando um desligamento de rotina, procederam-se à realização de alguns testes para observar o funcionamento do reator a baixa energia. Os técnicos encarregados desses testes não seguiram as normas de segurança e pelo fato de o moderador de neutrons ser à base de grafite, o reator poderia apresentar instabilidade num curto período de tempo, o que acabou por acontecer. As pessoas foram alertadas 30 horas depois do acidente, até então, tudo havia sido mantido em segredo.


Medidas de descontaminação

Um café-bar abandonado em Chernobyl.Uma espécie de "caixão" de betão (concreto), aço e chumbo foi construída sobre o reator que explodiu a fim de isolar o material radioativo que ali se concentra. O combustível nuclear chega a 200 toneladas de núcleo do reator e uma espécie de magma radioativo. O acidente fez com que fosse questionado o uso da energia nuclear. Em alguns países reduziram-se e outros quase extinguiram os seus projetos.

Nos territórios contaminados, foram retiradas aproximadamente 200 mil m² de granito; 2500 km de estradas foram asfaltados e alguns vilarejos foram destruídos e soterrados. Mesmo assim, não foi possível a reocupação de todas as áreas que foram contaminadas. (Pivovarov & Mikhalev 2004) 5 milhões de hectares de terras foram inutilizados, e houve contaminação significativa de florestas.

Apenas 5 trabalhadores da usina sobreviveram ao acidente, sendo que alguns estão vivos até hoje. O acidente de Chernobyl teve 400 vezes mais radiação do que a bomba atômica de Hiroshima no Japão, após a Segunda Guerra Mundial.

Repercussões e lendas urbanas sobre o casoApós o acidente de Chernobyl foram criadas várias histórias em torno do mesmo, todas com o mesmo enredo de que sobreviventes do acidente teriam se tornado Zumbis. Lendas que são sempre retratadas em filmes e até em vídeos postados na internet.

No jogo Call of Duty 4: Modern Warfare, foi feita uma reprodução da cidade em uma missão.

Curiosidade: O desastre de Chernobyl é até hoje considerado o maior prejuízo da história se tratando de desastres e acidentes, o prejuízo é de mais de US$ 18.000.000.000 (Dezoito bilhões de dólares). Ainda há efeitos colaterais do desastre e o valor do prejuízo ainda tende a ser maior.



terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER



A HISTÓRIA DO DIA O8 DE MARÇO DE 1857








Em 1857, 129 tecelãs de Nova Iorque foram mortas carbonizadas dentro da fábrica onde trabalhavam porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas.

No dia 08 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias carbonizadas dentro de uma tecelagem.


O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920.

Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.

Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.

1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo.

OrigemA ideia da existência de um dia internacional da mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. As condições de trabalho, frequentemente insalubres e perigosas, eram motivo de frequentes protestos por parte dos trabalhadores. Muitas manifestações ocorreram nos anos seguintes, em várias partes do mundo, destacando-se Nova Iorque, Berlim, Viena (1911) e São Petersburgo (1913).

O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América[2], em memória da greve das operárias da indústria do vestuário de Nova York, em protesto contra as más condições de trabalho.

Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um dia internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.

No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de Março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Poucos dias depois, a 25 de Março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.

Em 1915, Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.

Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano) estavam planejadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”.

Cartaz soviético de 1932. Em vermelho, lê-se: "8 de março é o dia da rebelião das mulheres trabalhadoras contra a escravidão da cozinha." Em cinza: "Diga NÃO à opressão e ao conformismo do trabalho doméstico!".

Membros da Women's International League for Peace and Freedom, em Washington, D.C., 1922.
Berlim Oriental, Unter den Linden, (1951). Retratos de líderes da IDFF, na 41°edição do Dia Internacional da Mulher.Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na Bielorrússia, Macedónia, Moldávia e Ucrânia.

Na Tchecoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.

No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas


A manifestação das operárias chamou a atenção na época por ser a primeira greve organizada exclusivamente por mulheres e pela tragédia do desfecho.

Violentamente reprimidas pela polícia, as tecelãs refugiaram-se dentro da fábrica e no dia 8 de março de 1857, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando as 129 operárias carbonizadas.

A sensibilização da sociedade sobre o episódio e pelas causas femininas foram aumentando e foi em 1910 que surgiu a idéia de criar uma data para marcar as questões femininas e lembrar a morte das operárias.

Durante a segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, a famosa ativista dos direitos femininos, Clara Zetkin, propôs que o 8 de março fosse declarado como o Dia Internacional da Mulher.

Em 1911, mais de um milhão de mulheres se manifestaram, na Europa e a data passou a ser comemorada no mundo inteiro.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher