segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LINHA ROSA PELAS RUAS DE PARIS

Linha Rosa:
o meridiano e o monumento a Arago
Quem não se lembra dos medalhões da Linha Rosa, que ficaram mundialmente conhecidos ao serem mencionados pelo escritor Dan Brown no livro O Código da Vinci? O termo Linha Rosa (Rose Line) que aparece no livro de Dan Brown corresponde na verdade a Meridienne de France - o meridiano que atravessa a cidade de Paris e que fica situado a 2° 20' 14,025" a leste do meridiano de Greenwich. Dentro do território francês o meridiano tem como pontos extremos as cidades de Dukerque e Perpignan.

O meridiano que atravessa Paris foi definido em 1667 pelos matemáticos da Academia Francesa na época da construção do Observatoire de Paris e até 1884 foi usado como meridiano de referência no cálculo de distâncias geográficas e do sistema métrico. Na Conferência Internacional de Washington de 1884, composta por representantes de 25 países, definiu-se que o primeiro meridiano passaria a ser o de Greenwich ao invés da Meridienne de France. Dentre os países participantes, apenas dois foram oficialmente contrários a essa decisão: França e Brasil.


Este medalhão fica na Cité Internationale Universitaire de Paris.


Os medalhões mostrados no filme e que em determinado momento são seguidos pelo personagem interpretado no cinema por Tom Hanks, compõem um monumento dedicado a François Arago - cientista e homem político francês, que recebeu postumamente essa homenagem por ocasião das comemorações do bicentenário de seu nascimento. François Arago utilizou o meridiano francês para realizar os cálculos do sistema métrico padrão. Além desse monumento, o cientista também teve seu nome gravado na Tour Eiffel e um asteróide foi batizado de 1005 Arago em sua homenagem.


Positivo, este indivíduo foi encontrado vadiando nos fundos da Comédie française.


O monumento a Arago é distribuído pela cidade ao longo do meridiano, sendo formado por uma coluna localizada na Place de l'Île de Sein, de onde partem 135 medalhões de bronze com 12 centímetros de diâmetro. Deste total, 134 medalhões estão cravados no solo parisiense perfilados sobre a Meridienne de France, um apenas não fica no chão - justamente o que está instalado na coluna da Place de l'Île de Sein. A coluna fica alinhada com o Observatoire de Paris, cujo centro também é atravessado pelo meridiano. Os medalhões em homenagem a François Arago foram concebidos pelo artista holandês Jan Dibbets e instalados na cidade de Paris em 1994. Cada medalhão leva o nome de Arago e as indicações de Norte e Sul.

Esse até o Tom Hanks viu, Joãozinho! Com vocês, o medalhão que fica próximo a Piramide do Louvre.

Puxando pela memória me lembro de ter já visto os medalhões em homenagem a Arago também no Jardin du Luxembourg e nas proximidades do Palais Royal - acho até que tem um dentro do Musée du Louvre. Os medalhões podem ser vistos em diversos pontos do 1°, 2°, 6°, 9°, 14° e 18° arrondissements, os quais são atravessados pelo meridiano. Sempre é bacana sermos surpreendidos pelo encontro inesperado com um desses medalhões durante um passeio pela cidade.

Esse aqui costuma ser visto com certa freqüência em Montmartre.

Para quem quiser ficar por dentro do circuito de O Código da Vinci em Paris, o portal francês L'Internaute montou um curioso roteiro passo a passo com muita informação interessante. Tudo com fotos e endereços, além de um comparativo entre a ficção retratada na obra de Dan Brown e a realidade.
FONTE: http://viverparis.blogspot.com/2009/03/linha-rosa-o-meridiano-e-o-monumento.html

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ronald Golias

Ronald Golias




Nome completo José Ronald Golias
Nascimento 4 de Maio de 1929 - São Carlos, SP - Brasil
Falecimento 27 de setembro de 2005 (76 anos) - São Paulo, Brasil

Ocupação Ator e humorista
Cônjuge Lúcia Melo Machado
Trabalhos notáveis Carlos Bronco (Família Trapo)
Pacífico (Escolinha do Golias e A Praça É Nossa)

José Ronald Golias ou simplesmente Ronald Golias foi um humorista brasileiro, considerado um dos pioneiros da televisão no país.

Juventude e começo de carreira

Nascido em família humilde, era filho de Conceição D'Aparecida Golias e Arlindo Golias. O pai, fã do artista Ronald Colman, resolveu chamar o filho de Ronald. Na hora do batismo, no entanto, o padre teria implicado pois o nome não tinha vínculos com bíblia. Decidiu-se então que ele chamaria-se José Ronald. Sua estréia nos palcos foi aos 8 anos de idade, como artista amador, na Escola Dante Alighieri em São Carlos.

Mudou-se para São Paulo em 1940. Trabalhando como alfaiate e funileiro, começou a praticar natação no Clube Regatas Tietê, onde posteriormente entraria para o grupo Acqua Loucos, um dos precursores em espetáculos aquáticos no Brasil. Por sugestão de Golias, as apresentações passaram a ter uma parte com diálogos; suas performances com a trupe acabaram por levá-lo a participar do programa Calouros em Cena, da Rádio Cultura.

Nos anos 50, com o fim dos programas produzidos pela emissora, Golias passou a integrar a equipe de artistas da Rádio Nacional. Foi então que conheceu Manoel da Nóbrega, que em 1957 o convidou a participar do humorístico A Praça da Alegria, que estreara naquele mesmo ano pela TV Paulista.

Cinema e consagração na TV

Golias despontou para a fama a partir de seu trabalho na Praça. Interpretando o inquieto Pacífico (do bordão "Ô Cride, fala pra mãe..."), ele acabou tornando-se uma das estrelas da ainda incipiente televisão brasileira.

Com o sucesso na TV, ele foi convencido por Herbert Richers a entrar para o cinema. A iniciativa a princípio foi complicada; com agenda ocupada na televisão, o humorista enfrentou dificuldades em conciliar as gravações. Seu primeiro filme foi a comédia Um Marido Barra Limpa (1957), de Luís Sérgio Person. Participou também de Os Três Cangaceiros (1961), de Victor Lima, quando contracenou com Ankito e Grande Otelo. Entre seus últimos trabalhos cinematográficos estão O Dono da Bola (1961) e Golias contra o Homem das Bolinhas (1969).

Não alcançando grande impacto no cinema, a atenção de Golias voltou-se novamente para a televisão. Trouxe consigo das telas o personagem Carlos Bronco Dinossauro, que acabaria tornando-se um dos destaques da Família Trapo, programa exibido pela TV Record entre 1967 e 1971. Contracenando com Jô Soares, Ricardo Corte-Real, Cidinha Campos, Renata Fronzi e Otelo Zeloni, Golias consagrou-se definitivamente como um dos mais célebres humoristas do Brasil.

Trabalhos posteriores

"Pacífico", um dos mais marcantes personagens de Golias

Em 1979, Golias protagonizou na Globo o seriado Superbronco. Criado por Boni, o programa foi considerado um fracasso, durando apenas 29 episódios. Nos anos 80 foi para a Bandeirantes, onde estrelou o humorístico Bronco.

Em junho de 1990, passou a integrar o elenco fixo da Praça é Nossa, no SBT, onde permaneceu até 2005 interpretando personagens como O Profeta, Bronco, Pacífico e Professor Bartolomeu. Nesse meio tempo, foi protagonista na mesma emissora dos humorísticos Escolinha do Golias (com Nair Bello) e Meu Cunhado (com Moacyr Franco).

Doença e morte
Na época da estréia de Meu Cunhado, em abril de 2004, Golias sofreu uma cirurgia para a implantação de um marcapasso. No mês seguinte voltou a ser internado em razão de um coágulo no cérebro. Seu estado de saúde a partir de então passou a se agravar.

Em 8 de setembro de 2005, Golias foi internado no Hospital São Luiz, em São Paulo. Com quadro de infecção pulmonar, ele viria a morrer no final do mesmo mês em decorrência de uma infecção generalizada. Foi sepultado no Cemitério do Morumbi.

Homenagens
Em 16 de setembro de 2007 a prefeitura de São Carlos inaugurou a praça Ronald Golias em homenagem ao humorista no bairro de cidade Aracy, e também está criando o Museu Ronald Golias na rua Geminiano Costa, 401 (na casa onde Golias residiu).

A cidade paulista de Serra Negra o homenageia com uma estátua em bronze, em tamanho real, onde está sentado em um banco da praça em frente à prefeitura da mesma cidade, com um olhar contagiante.

A partir de 2007, o SBT passou a retransmitir a Escolinha do Golias com muito sucesso. Apoiado nesse sucesso do programa, a TV Bandeirantes também decidiu repassar o programa Bronco no mesmo ano.

Filmografia
1969 - Golias Contra o Homem das Bolinhas (de Victor Lima)
1968 - Agnaldo, Perigo à Vista (participação) (de Reynaldo Paes de Barros)
1967 - Marido Barra-Limpa
1963 - O Homem Que Roubou a Copa do Mundo (de Victor Lima)
1962 - Os Cosmonautas (de Victor Lima)
1961 - O Dono da Bola (de J.B. Tanko)
1961 - Os Três Cangaceiros (de Victor Lima)
1960 - Tudo Legal (de Victor Lima)
1958 - Vou Te Contá (de Alfredo Palácios)
1957 - Um Marido Barra-Limpa (de Renato Grechi)

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronald_Golias

sábado, 22 de janeiro de 2011

O Programa que animou o Brasil: "Família Trapo"

FAMILIA TRAPO


O nome Família Trapo foi inspirado da família von Trapp, do filme A Noviça Rebelde (The sound of music). Era uma família confusa e divertida, que vivia em volta do Carlos Bronco Dinossauro (Ronald Golias), que era irmão de Helena Trapo, a mãe (Renata Fronzi). Era o cunhado folgado. Tinha como sua vítima maior o seu cunhado Peppino Trapo (Otello Zeloni), o pai. Verinha, a filha (Cidinha Campos) e o filho Sócrates (Ricardo Corte Real) e o mordono Gordon, que era o Jô Soares.

Os episódios giravam em torno do Bronco, que implicava com todos os componentes da família. Brincava com o Peppino Trapo, que a "..Itália era uma bota". E ainda falava que tinha "... uma fazenda em Mato Grosso, que era imensa e que media 7m x 4m". No especial em que aparece Pelé, que não é reconhecido por Bronco (que ainda por cima dá algumas dicas ao "Rei" de como jogar futebol), ele cantarola um hino fascista para irritar Zeloni. Este clássico episódio faz parte de um dos dois videotapes, que sobraram da Família Trapo.

Receberam diversos convidados como os futebolistas Pelé (Santos), Raul Plasmann - (goleiro galã do Cruzeiro), e atual comentarista esportivo da Rede Globo; e os cantores Roberto Carlos, Elis Regina etc. Sonia Ribeiro fez participação especial como arrumadeira da família.

[editar] Platéia
As apresentações eram "ao vivo", e os improvisos iam "ao ar", deixando o programa mais engraçado ainda. Num dos episódios que estava sendo feito e gravado, era a última cena do programa e o Golias dava um tiro, e o tiro falhou. Então, o Nilton Travesso um dos diretores do programa, entrou no palco e pediu ao público: dá para vocês rirem de novo ? Por que nos temos que dar este tiro de novo. A platéia era animada e enchia as dependências do Teatro Record -Consolação. Aliás, o povo aglomerado parava a rua da Consolação. Após um incêndio o programa passou a ser feito nos estúdios da TV Record (na avenida Miruna), e depois no Teatro Record-Centro, ex-Teatro Paramount e atual Teatro Abril, em São Paulo. O programa foi líder de audiência no horário, durante três anos consecutivos.

As garotas ficavam na saída do teatro esperando o Socrátes (Ricardo Corte Real) sair pela porta dos artistas, para ser agarrado por elas.

Um dos improvisos mais engraçados de Ronald Golias ocorreu quando Jô Soares, fingindo ser um extra-terrestre, disse para o colega: "Irmão, eu vim para levá-lo para o caminho da verdade, irmão!" ao que Ronald Golias respondeu, "Não, por favor, não! Deixa-me aqui mesmo no caminho das mentirinhas que está bom!"

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fam%C3%ADlia_Trapo

Viagem ao Fundo do Mar

Viagem ao Fundo do Mar



Sinopse
Uma expedição científica de rotina ao Pólo Norte transforma-se em uma corrida para salvar a vida sobre a Terra, quando um cinturão de radiação no espaço incendia-se e começa a aquecer o planeta de maneira incontrolável. O Almirante Nelson (Walter Pidgeon) e a tripulação do submarino atômico Seaview enfrentam sabotadores, criaturas marinhas gigantescas e ataques de submarinos durante sua corrida para evitar a catástrofe global. Famosos por seus filmes sobre catástrofes, Irwin Allen, produz e dirige este elenco de astros e estrelas, incluindo Joan Fontaine, Barbara Eden, Peter Lorre, e Frank Avalon. Efeitos visuais impressionantes e numa fotografia submarina magnífica fazem dessa obra um dos mais respeitados clássicos de ficção científica de todos os tempos.

Atores
Walter Pidgeon, Joan Fontaine, Barbara Eden, Peter Lorre, Michael Ansara, Frankie Avalon, Robert Sterling, Henry Daniell

=======



"O Ataque da Aranha Monstruosa"




Os anos 60 foram palco de uma grande quantidade de séries de televisão com temática de ficção científica e horror, que povoaram durante anos o imaginário dos fãs com seus incríveis mundos de fantasia. Em especial, um lendário e veterano produtor falecido em 02/11/1991 aos 75 anos de idade, Irwin Allen. Foi o responsável por quatro das mais divertidas séries do gênero fantástico de todos os tempos. São elas: Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, 1964/68), Perdidos no Espaço (Lost in Space, 1965/68), O Túnel do Tempo (The Time Tunnel, 1966) e Terra de Gigantes (Land of the Giants, 1968/69).

Viagem ao Fundo do Mar teve um filme piloto lançado em 1961 e um livro homônimo escrito por Theodore Sturgeon, com base em manuscritos de Irwin Allen e lançado na mesma época. O filme foi produzido e dirigido por Irwin Allen, motivado após o sucesso de seu trabalho anterior, "O Mundo Perdido" (The Lost World, 1960), com história de dinossauros ambientada na Amazônia brasileira, baseada em obra homônima de Arthur Conan Doyle.

Em Viagem ao Fundo do Mar, um poderoso submarino atômico chamado "Seaview" tem a importante missão de salvar o mundo de uma ameaça da natureza: a incineração do planeta devido a radiação provocada por um cinto espacial recém descoberto. A tripulação é formada por militares e civis que viajavam à bordo do submarino, para realizar pesquisas e missões militares especiais. Seu comando é do Almirante Harrigan Nelson (Walter Pidgeon, de "Planeta Proibido"/1956), juntamente com os demais oficiais, o Capitão Lee Crane (Robert Sterling), o Comandante Lucius Emery (Peter Lorre, de "O Corvo"/1963), a psicóloga Dra. Susan Hiller (Joan Fontaine), a Tenente Cathy Connors (Barbara Eden, da série de TV da década de 60 Jeannie é um Gênio), o cientista civil Miguel Alvarez (Michael Ansara), e o Tenente Chip Romano (o cantor pop Frankie Avalon). O filme foi um grande sucesso e impulsionou Allen a transformá-lo em série de televisão, motivado pelo baixo custo de produção (exigência dos executivos da Fox) e por economizar nos gastos utilizando muito material aproveitado do filme, como cenários e maquetes das naves.

Para a série foram chamados outros atores, com exceção de Del Monroe e Mark Slade, os únicos a participarem de ambas as produções. Monroe era o marujo Kwoski do filme e passou a ser Kowalski na série, um tripulante com bastante destaque em vários episódios. Slade participou apenas do primeiro ano da série como o marujo Malone. Para o papel do Almirante Nelson foi convocado o ator "shakespereano" Richard Basehart, o imediato em comando Capitão Crane, ficou para David Hedison (de "O Mundo Perdido"/1960), o chefe Chip Morton foi interpretado por Bob Dowdell, e o chefe Francis Sharkey ficou para Terry Becker.

A série teve 110 episódios de 50 minutos de duração cada, num total de quatro temporadas, produzidas entre 1964 e 1968. A primeira temporada foi produzida em preto e branco e as histórias são mais científicas e dramáticas, abordando temas de espionagem, sabotagem e thrillers psicológicos. Pressionado para aumentar os índices de audiência, Irwin Allen modificou o estilo dos episódios a partir da segunda temporada. Houve a inclusão de cores e as histórias passaram a ser mais fantasiosas, apresentando uma enorme variedade de monstros de todos os tipos, das profundezas desconhecidas dos oceanos à imensidão do infinito e o inexplorado espaço sideral, além de fantasmas, assombrações e alienígenas hostis. Foi acrescentado também uma nave futurista (a série é ambientada num futuro próximo à sua época de produção, algo em torno de 1980, o que curiosamente já é um passado distante para nós) chamada de "Sub-Voador", responsável pelas missões que necessitavam de maior flexibilidade nas ações, já que é um veículo pequeno que voa e navega sob as águas com a mesma performance.

Viagem ao Fundo do Mar é muito lembrado pelos fãs por seus episódios recheados de situações absurdas, com roteiros inverossímeis, introduzindo uma imensa diversidade de monstros, alienígenas e cientistas loucos, em histórias super divertidas com efeitos especiais toscos. Ou seja, o tipo de histórias que adoramos e que proporcionam o mais puro entretenimento, despertando um saudoso sentimento de nostalgia.

Para exemplificar bem o assunto, vale relembrar um episódio em especial que se encaixa perfeitamente nesse estilo. Trata-se de "O Ataque da Aranha Monstruosa" (The Monster's Web), que tem um título bem apropriado e com o qual já se imagina como será o roteiro. Um submarino de testes está realizando uma perigosa experiência com um novo e poderoso combustível explosivo que permitiria atingir grandes velocidades.

Comandados pelo Capitão Gantt (Mark Richman), o criador do combustível, e seu imediato Chefe Balter (Barry Coe), o submarino sofre um acidente e choca-se contra uma enorme teia de aranha no fundo do mar (!), destruindo parte de seu casco e matando vários marinheiros. O Capitão Gantt salva-se milagrosamente e junta-se aos tripulantes à bordo do Seaview, um submarino nuclear altamente moderno, que foi convocado para averiguar o incidente militar.

A missão do Seaview é resgatar alguns cilindros com combustível que ficaram presos no submarino avariado, antes que os mesmos possam causar alguma explosão no fundo do mar, com conseqüências de extrema gravidade. Sendo assim, o Almirante Nelson (Richard Basehart) parte no Sub-Voador numa missão de resgate, formando um grupo com Gantt e o mergulhador Riley (Allan Hunt). Ao chegarem e recuperarem o combustível, eles são surpreendidos por uma gigantesca aranha aquática, maior que o próprio Seaview, que os ataca e prende o Sub-Voador em suas imensas teias. Uma equipe de mergulhadores do Seaview parte para o resgate, liderada pelo Capitão Crane (David Hedison) e após uma série de aventuras e confrontos com o enorme ser aracnídeo, o monstro peludo submarino (como em todos os episódios, sem exceção) é destruído num ataque com uma arma composta pelo poderoso e devastador combustível em experiência.

Por esse argumento já pode-se notar como eram a maioria dos episódios de Viagem ao Fundo do Mar, ou seja, absurdos mas muito, muito divertidos, com seus monstros de borracha e efeitos especiais deficientes. A aranha submarina é um destaque bizarro, emitindo rugidos como se fosse uma imponente fera e com uma enorme e poderosa teia que foi capaz de capturar um submarino nuclear em alta velocidade. O Seaview e o Sub-Voador são claramente maquetes de veículos aquáticos, mas confesso que gostaria de ser mais um de seus tripulantes e participar junto com o Almirante Nelson e o Capitão Crane das divertidas e perigosas missões especiais, combatendo monstros, alienígenas e cientistas loucos que ameaçam a humanidade.

Nota do Autor: Esse artigo foi publicado originalmente em meu fanzine Juvenatrix # 70 (janeiro 2003) e no site Boca do Inferno em 20/12/02.

Ficha Técnica


Viagem ao Fundo do Mar (Voyage to the Bottom of the Sea, EUA, 1964-1968, Twenty Century Fox) - O episódio "O Ataque da Aranha Monstruosa", tema desse artigo, tem o título original de "The Monster´s Web" - Roteiro: Al Gail e Peter Packer, baseado em história de Peter Packer Direção: Justus Addiss Elenco: Richard Basehart (Almirante Harrigan Nelson), David Hedison (Capitão Lee Crane), Bob Dowdell (Chefe Chip Morton), Allan Hunt (Riley), Mark Richman (Capitão Gantt), Barry Coe (Chefe Balter).


======

FONTES: http://www.cienciamao.usp.br/tudo/exibir.php?midia=fil&cod=_viagemaofundodomar

http://retrotv.uol.com.br/artigos/rosatti/vfm.html

O macaco muriqui, é o maior do Continente Americano

MACACO MURIQUI
O muriqui é um animal pacífico, que já ocupou boa parte da Mata Atlântica e agora corre o risco de desaparecer. Conheça o maior macaco do continente americano.

A Mata Atlântica brasileira é um dos sistemas florestais mais ricos e diversos do mundo; é também um dos mais ameaçados, situando-se entre os 5 principais hotspots de biodiversidade da Terra. Esse bioma, que originalmente cobria 1.2 milhões de km2, hoje está reduzido a cerca de 7% de sua área inicial. Como consequência, muitos de seus animais e plantas encontram-se também sob forte pressão, vários altamente ameaçados de extinção.

Os primatas têm sido um dos mais importantes símbolos da conservação da Mata Atlântica, seu status na natureza é indicativo da situação na região como um todo. Cerca de 24 espécies e subespécies são encontradas na Mata Atlântica, 15 das quais estão ameaçadas ou criticamente ameaçadas de extinção.

Brasil e uma espécie muito carismática, encontra-se na lista dos prirnatas mais ameaçados do planeta. O muriqui-do-norte tornou-se uma espécie-bandeira de grande importância para o Brasil. Somente cerca de 500 indivíduos sobrevivem na natureza e um terço dessa população existe em um único local: as matas da RPPN Feliciano Abdala, sede da Estação Biológica de Caratinga (EBC), no estado de Minas Gerais.


FONTE: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1416904-7823-CONHECA+O+MURIQUI+O+MAIOR+MACACO+DO+CONTINENTE+AMERICANO
,00.html

domingo, 16 de janeiro de 2011

Lost in Space

Perdidos no Espaço





É um seriado de televisão produzido entre 1965 e 1968, que contava as aventuras da família Robinson no espaço, a bordo da nave Júpiter 2, juntamente com o Robô B9 e o Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris).


Sinopse

No ano 1997, a Terra sofre com sua superpopulação. O Professor John Robinson, sua esposa Maureen, as suas crianças (Judy, Penny e Will) e o Major Don West são seleccionados para viajar até um planeta do sistema Alpha Centauri a fim de estabelecer uma colônia da Terra para que outras pessoas possam viver lá. Eles estão a ir lá a bordo de um foguete do Professor Robinson da concepção, baptizada de Júpiter 2. No entanto, o doutor Zachary Smith, um agente de um governo inimigo, é enviado para sabotar a missão. Ele é bem sucedido em reprogramação do foguete robô, mas no processo torna-se preso no foguete, e por causa de seu excesso de peso, o foguete, e todos a bordo tornam -se irremediavelmente perdidos e agora se torna uma luta pela sobrevivência, com a tripulação tentando encontrar o caminho de volta para casa.

Produção

O seriado, produzido pela CBS e que tinha como criador e produtor executivo Irwin Allen, foi ao ar pela primeira vez nos EUA em setembro de 1965, e permaneceu no ar até março de 1968.

A série teve o episódio piloto mais caro da história da televisão[1], e que nunca foi ao ar (cenas do episódio piloto foram reaproveitadas nos primeiros cinco episódios da série). Segundo rumores da época, caso a série não fosse um sucesso, a CBS poderia quebrar pelo dinheiro gasto na produção.

Irwin Allen foi um produtor de televisão muito bem sucedido, que emplacou outros sucessos tais como "Terra de Gigantes", "O Túnel do Tempo" e "Viagem ao Fundo do Mar". No entanto, Perdidos no Espaço foi, sem dúvida, seu maior sucesso. Allen aproveitou ainda na sua série elementos do clássico de 1956, Forbidden Planet (br.: O Planeta Proibido), tais como o formato de disco da nave Jupiter 2; e o robô serviçal humanóide, que no filme era chamado de Robby.

Jonathan Harris (que interpreta o doutor Smith) foi contratado por último para participar da série, e por isto aparece nos créditos como "participação especial" (termo usado na televisão pela primeira vez no seriado). Apesar de ter sido o último personagem a ser incluído na idéia da série (no episódio piloto não há Dr. Smith nem o Robô), ele acaba sendo o centro da trama.

Perdidos no Espaço teve 3 temporadas produzidas. A 1ª temporada foi produzida em preto-e-branco. Na 2ª temporada a série ganha cores, mas perde bastante em qualidade, deixando de lado o foco na ficção científica, e adotando um tom mais de comédia. Na 3ª e última temporada, esse tom de comédia se acentua ainda mais. Pouco antes de se começar a produção da 4ª temporada, a série é cancelada, mesmo apesar de alguns roteiros já estarem escritos e de algumas cenas já terem sido gravadas.

História

A história do seriado se passa no futuro. Em 16 de outubro de 1997, a espaçonave Júpiter 2 está em contagem regressiva para ser lançada ao espaço com a família Robinson, que tentará colonizar um planeta em Alfa Centauri, projeto que resolveria o problema da superpopulação da Terra.

Participavam também da expedição, além do Professor John Robinson, sua esposa Maureen Robinson, e seus filhos, Judy, Will e Penny, o Major Don West que era o piloto da nave Jupiter 2 (no episódio-piloto a nave chama-se Gemini 12 — alusão ao projeto Gemini, do programa espacial norte-americano).

Um espião estrangeiro infiltrado sabota a missão, levando-os a ficar perdidos no espaço. No entanto, este espião-sabotador acaba preso na nave com a família Robinson. Ele é o Doutor Zachary Smith.

Tema musical
O tema musical do seriado ficou a cargo de John Williams, mais tarde consagrado como compositor de sucessos do cinema. E muito bem reaproveitado no filme de 1998.

Fim da série e repetições
É interessante notar que a série foi encerrada não por estar com baixos índices de audiência, mas por medidas de contenção de despesas da CBS, que estava com suas finanças abaladas por outros projetos mal sucedidos.[carece de fontes?] No entanto, tornou-se sucesso absoluto em inúmeras repetições na televisão em todo o mundo.

Em 1997 — ano que seria o lançamento da Júpiter 2 — é produzido o filme Lost in Space (filme). Com participação especial de June Lockhart (Maureen Robinson), que no filme aparece como a diretora da escola (em holograma), e das atrizes Angela Cartwright (Penny Robinson) e Marta Kristen (Judy Robinson), como repórteres. Mark Goddard, o intérprete do piloto Major Don West na TV, aparece no longa do cinema como o general que apresenta Don ao Professor John Robinson.

Houve ampla repercussão em 2004 na mídia brasileira sobre o lançamento do DVD de "Perdidos no Espaço". Além disto, contra a vontade da distribuidora internacional, no Brasil, o DVD sai com a dublagem original da série e com o inédito episódio piloto como bônus.[carece de fontes?]

Exibição no Brasil
No Brasil, a série estreou em 4 de dezembro de 1966, nas tardes de domingo da TV Record, então transmitida apenas para São Paulo, "coladinha" no programa Jovem Guarda.

Em 1970, Perdidos passou a ser exibida na Rede Globo, onde ficou até 1978, quando passou para a TV Tupi. Com a extinção da emissora, em 1980, os direitos foram adquiridos pela Rede Bandeirantes, que exibiu a série esporadicamente durante a década de 1980. Em 1988, a TV Gazeta, então com programação dirigida ao público jovem da época, com programas como TV Mix e Clip Trip, compra Perdidos e enfim - graças a protestos de fãs - volta a exibir a primeira temporada da série, produzida em preto e branco e ignorada pelas emissoras anteriores desde que as cores foram instituídas na televisão brasileira, em 1972.

Em 1990, a Rede Record é comprada pela Igreja Universal, que refaz toda a programação da emissora. Como tapa-buraco no horário da manhã, é exibida a faixa Manhã de Aventura, na qual eram exibidas várias séries clássicas, entre elas, Perdidos. Fato curioso é que a reapresentação da Record se iniciou precisamente no episódio seguinte ao último apresentado pela TV Gazeta no ano anterior.

A série é exibida pela emissora do Bispo Macedo por várias ocasiões até meados da década de 90.

Na televisão a cabo, foi ao ar nos canais Fox durante a década de 90 e FX entre 2003 e 2007.

Atualmente é exibida na Rede Brasil de Televisão.

Lançamento em DVD
Perdidos no Espaço já teve suas 3 temporadas completas lançadas em DVD aqui no Brasil. A 1ª temporada foi lançada assim como foi produzida, em preto-e-branco, e traz também o episódio piloto "No Place to Ride", jamais exibido no Brasil, e portanto, não-dublado. As 2ª e 3ª temporadas foram lançadas em cores. Todas as 3 temporadas apresentam a dublagem original brasileira, realizada na década de 1960.



Elenco

Ator Personagem
Guy Williams .......... John Robinson
June Lockhart ......... Maureen Robinson
Mark Goddard .......... Don West
Marta Kristen ......... Judy Robinson
Billy Mumy ............ Will Robinson
Angela Cartwright ..... Penny Robinson
Jonathan Harris ....... Zachary Smith

Vozes no Brasil
Voz Personagem
Astrogildo Filho John Robinson
Helena Samara Maureen Robinson
Ary de Toledo Don West
Cristina Camargo e Neuza Maria Judy Robinson
Maria Inês Will Robinson
Cristina Camargo e Magali Sanches Penny Robinson
Borges de Barros Zachary Smith
Amaury Costa e Gilberto Baroli Robô

A narração é de Ibrahim Barchini, Emerson Camargo e Carlos Alberto Vaccari.

A dublagem no Brasil foi realizada pelos estúdios da AIC (Arte Industrial Cinematografica).

Episódios
É interessante observar que as três temporadas da série foram sensivelmente diferentes uma da outra: a primeira, em preto e branco, tinha mais embasamento tecnológico e apresentava o Dr. Smith como um perigoso espião estrangeiro, porém, pouco a pouco, ele passa a se tornar um covarde preguiçoso; na segunda temporada, a trama, com ênfase na comédia, se centra no Dr. Smith e no Robô, e as aventuras tornam-se cada vez mais absurdas (recheadas de alienígenas birutas, como, por exemplo, em forma de cenoura), e também a partir desta segunda temporada, a série passa a ser em cores; finalmente, na última temporada, cada personagem passa a ter destaque alternadamente, reduzindo a participação do Dr. Smith. Nesta terceira temporada a série voltou a enfatizar a aventura.

1.No Place To Hide (episódio piloto, nunca exibido)

Primeira temporada
1.O Clandestino Teimoso (The Reluctant Stowaway)
2.A Nave Fantasma (The Derelict)
3.Ilha no Céu (Island in The Sky)
4.Terra de Gigantes (There Were Giants in the Earth)
5.Mar Revolto (The Hungry Sea)
6.Hapgood Esteve Aqui (Welcome Stranger)
7.Um Estranho Amigo (My Friend, Mr. Nobody)
8.Invasores da Quinta Dimensão (Invaders from Fifth Dimension)
9.O Estranho Oásis (The Oasis)
10.Os Seres Eletrônicos (The Sky is Falling)
11.A Lâmpada de Aladim (Wish Upon a Star)
12.A Mini Espaçonave (The Raft)
13.O Cão Desaparecido (One of Our Dogs is Missing)
14.O Ataque das Plantas Monstruosas (Attack of The Monster Plants)
15.Volta à Terra (Return from Outer Space)
16.O Estranho Colecionador - 1ª parte (The Keeper)
17.O Estranho Colecionador - 2ª parte (The Keeper)
18.O Pirata do Céu (The Sky Pirate)
19.O Fantasma do Espaço (Ghost in Space)
20.A Guerra dos Robots (The War of the Robots)
21.O Espelho Mágico (The Magic Mirror)
22.O Desafio (The Challenge)
23.O Mercador do Espaço (The Space Trader)
24.Sua Majestade Smith (His Majesty Smith)
25.Os Semeadores do Universo (The Space Croppers)
26.Nem Tudo o que Reluz... (All That Gliters)
27.A Civilização Perdida (The Lost Civilization)
28.Um Passeio à Sexta Dimensão (A Change of Space)
29.A Voz do Espírito (Follow The Leader)

Segunda temporada
1.Fuga Desesperada (Blast Off Into Space)
2.A Estranha Dama Verde (Wild Adventure)
3.O Planeta Fantasma (The Ghost Planet)
4.O Mundo Proibido (The Forbidden World)
5.Circo do Espaço (Space Circus)
6.O Tribunal das Galáxias (The Prisoners Of Space)
7.A Máquina Andróide (The Android Machine)
8.Os Torneios Mortais de Gama 6 (The Deadly Games of Gamma 6)
9.O Ladrão do Espaço Sideral (The Thief From Outher Space)
10.A Maldição do Primo Smith (Curse of Cousin Smith)
11.A Oeste de Marte (West Of Mars)
12.Uma Visita ao Inferno (A Visit To Hades)
13.A Destruição do Robô (The Wreck Of The Robot)
14.O Monstro do Pesadelo (The Dream Monster)
15.O Homem Dourado (The Golden Man)
16.A Moça da Dimensão Verde (The Girl From The Green Dimension)
17.O Cavaleiro Espacial (The Questing Beast)
18.O Fabricante de Brinquedos (The Toymaker)
19.Motim no Espaço (Mutiny In Space)
20.Os Vikings do Céu (The Space Vikings)
21.Foguete para a Terra (Rocket To Earth)
22.A Caverna dos Mágicos (The Cave Of The Wizards)
23.O Tesouro do Planeta Perdido (Treasures Of The Lost Planet)
24.A Revolta dos Andróides (Revolt Of The Androids)
25.Os Colonizadores (The Colonists)
26.Viagem Através do Robô (Trip Through The Robot)
27.A Família Fantasma (The Phantom Family)
28.Os Homens Mecânicos (The Mechanical Men)
29.O Viajante Astral (The Astral Traveller)
30.O Amuleto da Galáxia (The Galaxy Gift)

Terceira temporada
1.Os Condenados (The Condemned of Space)
2.Visita a um Planeta Hostil (Visit To A Hostile Planet)
3.O Ataque dos Homens-Relógio (Kidnapped in Space)
4.A Noite do Caçador (Hunter's Moon)
5.Primitivos do Espaço (The space Primevals)
6.O Terrível Exército Cyborgue (The Space Destructors)
7.O Inacreditável Zaybo (The Haunted Lighthouse)
8.O Misterioso Planeta Verde (Flight Into The Future)
9.Colisão de Planetas (Collision Of The Planets)
10.Criaturas da Névoa (The Space Creatures)
11.A Namorada do Robô (Deadliest of the Species)
12.Jardim Zoológico das Galáxias (A Day at the Zoo)
13.O Grande Hotel Espacial (Two Weeks In Space)
14.A Princesa do Planeta Gelado (Castles in Space)
15.Robinson Número 2 (Anti-Matter Man)
16.Ataque à Terra (Target: Earth)
17.Penny, A Princesa do Espaço (Princess Of Space)
18.O Mercador do Tempo (The Time Merchant)
19.O Planeta Prometido (The Promised Planet)
20.Os Fugitivos (Fugitives In Space)
21.O Concurso de Beleza Cósmica (Space Beauty)
22.O Inacreditável Monstro Vegetal (The Flamig Planet)
23.A Revolta das Plantas (The Great Vegetable Rebellion)
24.A Enorme Sucata do Espaço (Junkyard of Space)


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lost_in_Space

sábado, 15 de janeiro de 2011

PAPAI SABE TUDO

PAPAI SABE TUDO



Título original: Father Knows Best


A história da série Papai Sabe Tudo ou Father Knows Best começou no dia 20 de dezembro de 1948, quando o escritor Ed James resolveu gravar um disco, onde narrava o dia-a-dia de um pai de família chamado Jim Henderson, que depois passou a se chamar Jim Anderson.


Alguns meses mais tarde, exatamente no dia 25 de agosto de 1949, esta história passou a ser apresentada na Rádio NBC, como Father Knows Best? (com interrogação), contando a história de uma família de classe média, típica dos anos cinqüenta, composto pelo pai Jim Anderson, vocalizado exatamente por Robert Young, que mais tarde seria o protagonista da série de televisão.


A história do espetáculo era centrado num homem que trabalhava como um agente de seguro e tinha uma boa família, composta pela sua esposa Margareth, que inicialmente foi interpretada por June Whitley, depois substituída por Jean Vander Pyl, juntamente com seus filhos Betty (Rhoda Williams), Bud (Ted Donaldson) e Kathy (Norma Jean Nilson), além de outros participantes como Eleanor Audley, Erva Vigram e Sam Edwards. O programa era apresentado toda quinta-feira à noite e assim permaneceu até o seu encerramento em 19 de novembro de 1953.


Pouco tempo depois a companhia produtora Rodney-Young Enterprises transplantou o espetáculo para a televisão, mantendo o mesmo esquema básico e personagens, retirando apenas a interrogação do título da série, pois o mesmo sugeria um papel do pai de um árbitro um tanto duvidoso. Do elenco do rádio somente Robert Young continuou fazendo o papel, os outros foram substituídos por novos atores.


O ator Robert Young e o produtor Eugene B. Rodney eram amigos desde 1935 e baseado nas suas experiências que cada um tinha com as esposas e filhos, resolveram produzir esta comédia para a televisão, reinterpretando novamente as apresentações que eram feitas na rádio e acrescentando um pouco de daquilo que eles gostariam que acontecessem em suas casas no dia-a-dia.


Todo o dia, Jim Anderson (Robert Young) chegava em casa e encontrava pela frente os acontecimentos normais do cotidiano de toda casa, mas depois de tirar os sapatos e vestir uma roupa bem mais confortável, ele procura resolver com muita sabedoria e bom humor todos aqueles conflitos.


Era um pai afetuoso com a mulher Margareth (Jane Wyatt) e tratava os filhos com muito carinho, gostava saber dos seus problemas e adorava chamar a sua filha mais velha Betty (Elinor Donahue) de princesa, sem esquecer da precoce caçula da família Kathy (Lauren Chapin) e do adolescente Bud (Billy Gray).


O espetáculo da televisão possuía diferenças marcantes em relação a rádio. Lá na rádio, Jim era bem mais sarcástico e mostrava quem realmente “regia” sua família. Bud era retratado como um garoto pouco inteligência, que levava tudo ao pé da letra.


Betty era mostrada como uma adolescente doida que a tudo respondia “A pior coisa que podia me acontecer”, por menor que fosse a coisa e em diversas ocasiões Jim se referia aos seus filhos como um grupo de crianças estúpidas, mas Margareth se mostrava uma pessoa razoável e muito paciente.


Father Knows Best foi talvez a mais importante comédia familiar dos anos cinqüenta, mais pelo que ela representava do que na realidade era de fato. Em essência, a série era uma comédia familiar de classe média onde o pai era mostrado como aquele que melhor sabia do que era bom para sua esposa e seus filhos.


Hoje muitos críticos vêem o espetáculo como apenas uma boa diversão e na pior da hipótese como o crítico David Marc etiquetou certa vez: “um melodrama de brancos dos anos cinqüenta”. A série da televisão é também freqüentemente citada e considerada como um exemplo de conservadorismo e paternalismo da vida familiar da classe média norte-americana dos anos cinqüenta e também um retrato muito bonito e perfeito da vida em família.


Nenhuma das crianças experimentava qualquer tipo de problema social, apesar de alguns de seus atores enfrentarem na vida real problemas sociais graves como alcoolismo, por exemplo, mas a falta de necessidade da então míope televisão da época fez Young e Rodney pisar de leve e sempre andar em paralelo com a realidade, sempre evitando mostrar a América real, assim como também faziam outras instituições norte-americanas.


Father Knows Best foi produzida pela companhia produtora Screen Gems, passando a ser apresentado na televisão a partir de 3 de outubro de 1954, pela rede CBS e encerrando no dia 17 de setembro de 1950, num total de 203 episódios.


Depois do término da série, Robert Young, no auge de sua popularidade, saiu para trabalhar em outros projetos, mas as reprises continuaram a ser apresentado por mais dois anos pela CBS, entre 1960 a 1962 e mais um ano, entre 1962 a 1963, pela rede ABC, que continuou a reapresentar em outras épocas durante vários anos.


Robert Young ganhou dois Emmy Awards pelo seu papel e Jane Wyatt ganhou três. O elenco da televisão se reuniu num par de filmes para a televisão NBC como em Father Knows Best Reunioun, em 15 de maio de 1977 e Father Knows Best: Home for Christmas em 18 de dezembro de 1977.


No Brasil esta série ficou conhecida como Papai Sabe Tudo e fez um tremendo sucesso quando apresentado aqui pela primeira vez, tanto que o comediante Renato Corte Real fez um programa que parodiava esse seriado chamado Papai Sabe Nada, onde tudo geralmente acontecia ao contrário da série de televisão. A série norte-americana foi apresentada na TV Tupi na década de 60, na Rede Globo na de 70 e na TV Cultura em 80.


Elenco




Robert Young como James "Jim" Anderson

Jane Wyatt como Margaret Anderson

Billy Gray como James "Bud" Anderson, Jr.

Elinor Donahue como Betty "Princess" Anderson

Lauren Chapin como Kathleen "Kitten" Anderson




=====================




Essa série, dos anos 50, fez muito sucesso no EUA e no resto do mundo. Robert Young era Jim Anderson, um agente de seguros e pai de uma bela família. Todo dia, após o trabalho, Jim chegava em casa, tirava seus sapatos, trocava seu terno por roupas confortáveis e se deparava com os problemas típicos de uma família com adolescentes. Seus três filhos eram suficientes para deixá-lo maluco.

A série se iniciou no rádio, em 1949 e chegou a TV em 1954, ficando no ar até 1960, com um total de 203 episódios. No Brasil a série foi apresentada pela TV Tupi e Globo, nos anos 60 e 70.


Elenco

Jim Anderson ........................................Robert Young
Margaret Anderson.................................... Jane Wyatt
Betty Anderson (Princess).................... Elinor Donahue
James Anderson, Jr. (Bud).......................... Billy Gray
Kathy Anderson (Kitten)......................... Laurin Chapin
Miss Thomas ..........................................Sarah Selby
Ed Davis (1955-1959).............................. Robert Foulk
Myrtle Davis (1955-1959)............................. Vivi Jannis
Dotty Snow (1954-1957)........................... Yvonne Lime
Kippy Watkins (1954-1959)..................... Paul Wallace
Claude Messner (1954-1959)................... Jimmy Bates
Doyle Hobbs (1957-1958)......................... Roger Smith
Ralph Little (1957-1958)..................... Robert Chapman
April Adams (1957-1958)........................... Sue George
Joyce Kendall (1958-1959)....... Jymme (Roberta) Shore




FONTE: http://www.mofolandia.com.br/mofolandia_nova/papai_sabe_tudo.htm


http://www.tvsinopse.kinghost.net/p/papai.htm